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Em execução

BROTA — Viveiro Cultural

Criação, produção e regeneração da Mata Atlântica

Paisagem de mata e campo no território da Pachamama

O que é

O BROTA – Viveiro Cultural é uma iniciativa socioambiental e cultural sediada no Ateliê da Estação, na Vila Belga (Santa Maria/RS), patrimônio histórico ferroviário. O projeto articula a regeneração ecológica da Mata Atlântica com a valorização de saberes locais e o fortalecimento da sociobiodiversidade, respondendo às crises climáticas e alimentares em territórios urbanos, rurais e tradicionais.

Ao integrar a preservação do patrimônio histórico com a restauração florestal, o BROTA transforma o ato de preservar em uma experiência cultural e coletiva.

O contexto

A região central do Rio Grande do Sul atravessa um cenário de emergência climática. As enchentes históricas evidenciaram a fragilidade dos ecossistemas de Mata Atlântica e a ausência de políticas estruturantes de adaptação e prevenção de desastres. A supressão histórica da vegetação nativa compromete a permeabilidade do solo e a proteção de nascentes; em Santa Maria, a baixa arborização urbana potencializa ilhas de calor e alagamentos.

As crises ambientais não atingem a todos da mesma forma. Territórios periféricos enfrentam precariedade habitacional somada à escassez de áreas verdes, e comunidades tradicionais e assentamentos lutam pela soberania alimentar e pela permanência digna em seus territórios.

Eixos do projeto

Regeneração e soberania ecossistêmica

Implantação de um viveiro agroecológico para produção de mudas arbóreas, frutíferas e medicinais nativas, destinadas à recuperação de áreas degradadas, à proteção de nascentes e à salvaguarda paisagística da Vila Belga.

A logística de distribuição prioriza territórios de resistência e conservação:

  • Escola Yvyra Ijá Tenondé Vera Mirĩ;
  • Retomada Yvyku'i Miri;
  • Assentamentos Carlos Marighella e Madre Terra;
  • Ocupação Vila Resistência.

Saberes e estética biocultural

Ciclos formativos e oficinas práticas — Paisagismo Regenerativo, Sementes Crioulas, Produção de Mudas e Ervas Medicinais — em parceria com o EMAI e comunidades locais. O conhecimento técnico é tratado como patrimônio imaterial, promovendo educação ambiental e a formação de multiplicadores comunitários.

O projeto adota os princípios da economia solidária, destinando parte da produção à comercialização no Brique da Vila Belga, garantindo autonomia financeira e a manutenção do espaço.