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Quem somos

Nossa história: uma jornada de transformação e cuidado

Da luta pelo acesso à água potável ao reconhecimento da Natureza como sujeito de direitos — mais de duas décadas semeando autonomia.

A semente do Território Pachamama foi plantada há mais de duas décadas, a partir da união de ativistas comprometidos com a organização de base, os movimentos sociais e o cooperativismo. O que começou como um esforço para garantir acesso à água potável para agricultores familiares em Santa Catarina evoluiu e se expandiu.

Em 2021, diante de uma crise humanitária silenciosa na Região Celeiro do Rio Grande do Sul, formalizamos o Instituto Águas Novas. Nossa atuação inicial focou no acolhimento emergencial de mulheres vítimas de violência durante a pandemia, o que nos revelou a profunda complexidade da região, fortemente impactada pela vulnerabilidade e pelo narcotráfico, especialmente no entorno da Terra Indígena Guarita — a maior do estado, com aproximadamente 8.300 habitantes.

Em 2025, o instituto funde-se ao conceito de Território Pachamama, adotando uma postura ainda mais firme na defesa da vida. Reconhecemos a Natureza (Pachamama) como sujeito de direitos inalienáveis e atuamos como seus guardiões, integrando a justiça ecológica à justiça social.

Nossa missão

Fortalecer a autonomia dos povos e ecossistemas através de uma práxis transdisciplinar, onde a educação libertadora, a escuta ativa e a ação-reflexão impulsionam organizações comunitárias radicais, guiadas pelo Bem Viver e pela Ecologia Profunda.

Nossa visão

Ser um catalisador de transformações socioambientais descolonizadoras que integram saberes ancestrais, justiça ecológica e a defesa intransigente da vida plena, onde seres humanos e natureza coexistam em harmonia radical.

Nossos princípios

Nossas ações são alicerçadas na justiça socioambiental, no equilíbrio biocultural, no respeito aos Direitos da Natureza, na autonomia comunitária, na solidariedade, na reciprocidade e na luta pela erradicação de todas as formas de violência.

Como trabalhamos

Nossa metodologia parte da escuta ativa e da imersão na realidade local para construir, junto com as comunidades, soluções culturalmente adequadas, socialmente justas e ecologicamente sustentáveis. Não chegamos com respostas prontas, mas com disposição para o diálogo e a construção coletiva. A atuação se desdobra em três eixos interdependentes:

  1. Acolhimento e cuidado integral. A base do trabalho é a construção de vínculos de confiança: espaços seguros de escuta onde pessoas em situação de vulnerabilidade — especialmente mulheres e jovens — podem compartilhar suas histórias sem julgamento.
  2. Mediação de acesso a direitos. Atuamos como ponte entre as comunidades e a rede de serviços públicos, articulando com CRAS, CAPS, SESAI, FUNAI, Ministério Público e o sistema de justiça.
  3. Fomento à autonomia e à economia regenerativa. Fomentamos iniciativas de geração de renda que regeneram laços sociais e ecossistemas. Na assistência técnica rural adotamos o método Camponês a Camponês (CaC), que reconhece agricultoras e agricultores como sujeitos ativos de conhecimento.

Um exemplo concreto: o trabalho com 40 famílias chefiadas por mulheres vítimas de violência começou pelo acolhimento e pela escuta, passou pela mediação de acesso a medidas protetivas, documentação e programas sociais e, finalmente, resultou na implantação coletiva de quintais orgânicos produtivos. Essa iniciativa é o embrião direto do projeto Quintais de Cheiros.

Metodologias participativas

  • Articulação intersetorial: participamos de fóruns territoriais e conselhos municipais, garantindo que a voz das populações vulnerabilizadas chegue aos espaços de decisão.
  • Pesquisa colaborativa: desenvolvemos pesquisas com universidades, produzindo conhecimento com as comunidades, não sobre elas.
  • Governança participativa: comitês decisórios — não apenas consultivos — compostos por lideranças comunitárias, beneficiários, técnicos e parceiros.
  • Diálogos de saberes: encontros que aproximam saberes tradicionais indígenas e camponeses de conhecimentos técnico-científicos, sem hierarquias.
  • Avaliação participativa: além de indicadores quantitativos, criamos espaços para que as comunidades reflitam sobre as mudanças em suas vidas e territórios.

Redes das quais fazemos parte

  • Rede TEIA Metropolitana — articulamos e coordenamos, via Conselho de Governança Participativa, uma rede de 27 empreendimentos econômicos solidários da Região Metropolitana de Porto Alegre.
  • REAPRO — Rede de Agroecologia e Produção Orgânica Filhas da Terra — somos parceiros e cofundadores; articula organizações dos territórios Celeiro e Alto Médio Uruguai gaúchos pela transição agroecológica em comunidades Kaingang e na agricultura familiar camponesa.
  • Observatório Social e Ambiental da Soja (Soyacene/UFFS) — espaço de pesquisa e debate sobre os impactos da monocultura da soja no território.

Coordenação

Eliane Fistarol Coordenadora Geral e representante legal
Janice Alves Jaeger Coordenadora Administrativa
Vinícius Rodrigues Coordenador Financeiro
Loures Arcelio Jahnke Secretário Executivo e Gestor de Projetos
Elisiane Rodrigues Coordenadora Técnica do CAIS Pachamama

Dados institucionais

Razão socialTerritório Pachamama — Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos
Natureza jurídicaAssociação privada
CNPJ44.095.996/0001-31
Fundação28 de setembro de 2021
SedeLinha Baixo Lajeado Azul, 702 — Lajeado Fortuna — Tenente Portela/RS — CEP 98500-000
Representante legalEliane Fistarol — Coordenadora Geral
E-mailsecretariaexecutiva@territoriopachamama.org
Telefone / WhatsApp+55 (55) 99937-1525

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