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Em execução

Quintais de Cheiros

Ervas aromáticas e medicinais como caminho de autonomia para mulheres rurais e indígenas

Marca do projeto Quintais de Cheiros

O que é

O Quintais de Cheiros implanta 30 quintais produtivos voltados à produção de ervas aromáticas e medicinais — temperos, especiarias e chás — como estratégia de transição agroecológica e geração de renda para mulheres rurais e indígenas.

O projeto é o desdobramento direto do trabalho realizado com 40 famílias chefiadas por mulheres vítimas de violência, que começou pelo acolhimento e chegou à autonomia produtiva.

O território

A Terra Indígena Guarita, nos municípios de Tenente Portela, Redentora e Erval Seco, é a maior reserva indígena do Rio Grande do Sul: 23.406 hectares e cerca de 8.300 pessoas, majoritariamente Kaingang, além de uma comunidade Guarani Mbyá.

A região vive um contexto de profunda vulnerabilidade socioeconômica, agravada pela escassez de oportunidades produtivas, pela dependência de modelos agrícolas convencionais baseados em monoculturas e pelo uso intensivo de agrotóxicos, que compromete a saúde das famílias e a biodiversidade local.

Quem atendemos

30 mulheres, selecionadas em articulação com lideranças indígenas, CRAS municipais e organizações comunitárias, com prioridade para:

  1. Mulheres indígenas Kaingang e Guarani residentes na TI Guarita;
  2. Agricultoras familiares de Tenente Portela, Redentora e Erval Seco;
  3. Mulheres em situação de vulnerabilidade social — chefes de família, jovens entre 18 e 29 anos e mulheres idosas detentoras de saberes tradicionais sobre plantas medicinais.

Nossa abordagem

A metodologia articula a abordagem transdisciplinar, a práxis freiriana e o método Campesino a Campesino (CaC), valorizando o diálogo de saberes e o protagonismo das mulheres. A execução se organiza em três eixos:

  • Eixo 1 — Estruturação produtiva dos quintais. Distribuição de 12.000 kg de composto orgânico tipo bokashi, com orientação técnica para preparo de canteiros, correção e fertilização do solo e plantio consorciado. Cada quintal é planejado de forma participativa.
  • Eixo 2 — Formação e assessoria técnica. Capacitação em manejo agroecológico do solo, cultivo consorciado, compostagem doméstica, secagem, beneficiamento e comercialização, com assessoria técnica continuada por 10 meses e acompanhamento individualizado.
  • Eixo 3 — Organização e comercialização. Registro e valorização dos saberes tradicionais Kaingang e Guarani sobre plantas medicinais, e fomento a uma rede de comercialização solidária de ervas e especiarias, com apoio da REAPRO e da Rede TEIA Metropolitana.

Resultado esperado

30 quintais produtivos agroecológicos implantados e em produção, com 30 mulheres capacitadas em manejo agroecológico — promovendo transição agroecológica, geração de renda e valorização dos saberes tradicionais na TI Guarita e municípios do entorno.